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A Aldeia Indígena do Rio Silveira fica na divisa entre os municípios de Bertioga e São Sebastião. Atualmente 500 índios vivem em contato com a natureza, sua cultura de mantém acesa, através da produção de artesanato, danças, rituais, por meio da pesca, do cultivo de palmito e comidas típicas. As visitas são agendadas diretamente com o Cacique por telefone (12) 3867-9204. Texto Marina Aguiar / Produção Eduardo Jarra / TV Costa Norte | Autor: TV Costa Norte
04 de junho de 2018 Última atualização: 17:30
Por Estela Craveiro
Na reserva vivem 550 índios
Na reserva vivem 550 índios Foto: Rosangela Ribeiro


Uma das grandes atrações de Bertioga é a Terra Indígena Ribeirão Silveira, na divisa com São Sebastião, também conhecida como Terras Indígenas do Rio Silveira, em Boraceiana qual vivem 550 índios das etnias mbya e nhandeva, subgrupos da etnia guarani, que inclui o subgrupo kaiowás, o mais numeroso de todos no Brasil.


Lá vivem cinco núcleos, sob o comando do cacique Adolfo Wera Mirim e do vice-cacique Mauro, que ocupam cargos eletivos. Há anos acostumados a lidar com turistas, inclusive os índios Cleiton e Tiago são monitores ambientais, a cada vez colocam uma equipe para receber os visitantes, de acordo com os contatos de cada guia e agência. Mas o roteiro de todos é bem parecido.


Passeio na reserva

As visitas à reserva são feitas necessariamente com um monitor turístico ou ambiental credenciado pela Fundação Nacional do Índio (Funai), em passeios que, geralmente, duram meio dia.

Após serem amigavelmente recepcionados, os visitantes partem para uma trilha que leva aos deliciosos poços do rio Silveira. O passeio dura cerca de duas horas.


De volta à aldeia, tem a parte cultural, em rodas de conversa sobre o modo de vida dos índios, todos pertencentes aos povos tupis, seus costumes, sua culinária, crenças e rituais e, até, visita à casa de reza e bate-papo com um dos quatro líderes religiosos da aldeia, designados como nhanderui, que significa o pai de todos e, não, pajés, que é uma designação dos povos tupis.


Para finalizar a visita, há o belo artesanato guarani, cujas peças podem ser adquiridas, assim como o palmito-juçara e as plantas ornamentais que os indígenas cultivam.

Artesanato guarani, cujas peças podem ser adquiridas durante visita ao local
Artesanato guarani, cujas peças podem ser adquiridas durante visita ao local Foto: Marina Aguiar


Aldeia aberta e muito para se ver

Na semana do Dia do Índio, em abril, a aldeia fica aberta e recebe o público com apresentações de canto e dança, arco-e-flecha, luta corporal e corridas de tronco, entre outras atividades do Festival da Cultura Indígena da Aldeia do Rio Silveira. Dá para experimentar atirar flechas em um alvo e se colorir com as pinturas na pele típicas dos guaranis.

Em abril, durante a semana do Índio, a aldeia fica aberta para o público
Em abril, durante a semana do Índio, a aldeia fica aberta para o público Foto: Marina Aguiar/JCN


No restante do ano, as visitas são agendadas. Naturalmente, se alguém aparecer por lá por conta própria, será recebido e poderá trocar dois dedos de prosa com os moradores. Mas não terá acesso a todas as informações que, somadas à força da natureza, remetem à ideia de como seria a vida de índio no Brasil de antigamente.


Quer visitar?

A Aldeia Indígena Guarani do Rio Silveira fica na avenida Tupi Guarani, em Boraceia, no território de Bertioga, mas a entrada é pelo bairro Boraceia 2, em SãoSebastiãodiretamente pela avenida, no fundo do trecho do bairro, na altura do km 183 da rodovia Rio-Santos, ou pela alameda Mauá, acessível na altura do km 189. 

Para agendar, visita ligue (12) 99640 9723.

São eles que farão suas experiências inesquecíveis. Errar na escolha de um produto ou serviço pode prejudicar qualquer experiência. Nossos parceiros lhe garantirão momentos ímpares.