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12 de novembro de 2018 Última atualização: 15:09
Por Eleni Nogueira
Foto: Diego Bachiéga


Escolheu a Prainha Branca, em Guarujá, como roteiro? No caminho aproveite para conhecer dois ricos elementos históricos do século XVI: as ruínas da Ermida de Santo Antônio do Guaibê, onde o padre José de Anchieta catequizou os índios tupiniquins e escreveu o livro Milagre dos Anjos; e as do Forte São Felipe, construído em 1557, com o objetivo de defender o Canal de Bertioga, em conjunto com a artilharia do Forte São João, localizado em Bertioga.


Basta pegar a trilha conhecida como Caminho de baixo, que tem início ao lado da balsa de travessia Guarujá-Bertioga. Mas atenção: ao invés de seguir pela trilha calçada, que sobe e leva direto para a Prainha Branca, desça para a parte de terra e siga reto.


O caminho é plano, fresco e agradável, já que é todo coberto pela vegetação de Mata Atlântica preservada e beira o canal de Bertioga, uma boa dica, também, para quem gosta de pedalar em trilhas.


A primeira bifurcação sobe de encontro à trilha da Prainha Branca, continue reto e você chegará à Ermida. Mais à frente, um conjunto de casas e um barzinho, a Toca da Garoupa, onde é possível refrescar-se e até fazer um lanchinho, depois é só seguir que chegará às ruínas da fortaleza.

Ermida de Santo Antônio

Foto: Marcos Pertinhes

Acredita-se que esta seja uma das primeiras igrejas do Brasil, construída por volta de 1560, por José Adorno, e seria usada por jesuítas para catequizar indígenas.

Atualmente, o acesso é feito por barco ou pela trilha próxima à travessia de balsas Guarujá-Bertioga. A construção da ermida é constituída por pedras com sambaquis e óleo de baleia com conchas.

Milagre das Luzes

Encenação Milagre das Luzes
Encenação Milagre das Luzes Foto: Marcos Pertinhes



Conta a história que nas ruínas da igreja teria ocorrido o chamado Milagre das Luzes, de José de Anchieta. A história contada é de que o padre, que costumava alojar-se no Forte São João e orava pela paz entre brancos e índios, certa noite foi levado à ermida para rezar e negou-se a ficar com o candeeiro oferecido pelo barqueiro.


Mais tarde, ouviu-se música e, ao abrir a janela da fortaleza, a mulher do barqueiro viu a igreja toda iluminada. Para homenagear o santo, todos os anos, no mês de junho, Bertioga promove a celebração de São José de Anchieta com encenação do Milagre das Luzes e saídas de barco pelo Canal de Bertioga, do qual os espectadores podem assistir a um ator declamando poesias do santo na área das ruínas.

Forte São Felipe

Forte São Felipe
Forte São Felipe Foto: Pedro Rezende



Construído em 1552, para proteção do canal de Bertioga. Pouco existe da grande fortaleza de pedra, construída pelo capitão-mor Braz Cubas, hoje em ruínas, em frente ao Forte São João. Apenas resistiram ao tempo as muralhas de granito, uma guarita, que marca o ângulo sul, e um poço interno.


O primeiro artilheiro do Forte de São Felipe foi o alemão Hans Staden, que ficou famoso, na época, pois, ao voltar à Europa, escreveu o livro Duas viagens ao Brasil, publicado em 1557. Segundo a história, ele quase foi devorado pelos índios tupinambás. Do século XVII ao XIX, o forte foi a sede do Real Contrato da Armação das Baleias, construída em 1748, onde eram recolhidos todos os apetrechos utilizados para a captura e processamento do óleo extraído do mamífero, utilizado para iluminação e construção. 



Em 1798, a fortaleza passou por uma reforma geral. Hoje, restam apenas as muralhas, tombadas pelo IPHAN desde 1965, de onde se tem uma vista maravilhosa do mar aberto e de toda a orla de Bertioga.

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